O desemprego é um círculo vicioso no tecido económico e social, é uma autêntica “doença social“ de consequências dramáticas para qualquer comunidade e, podemos afirmar que é “triplamente mortífera” para qualquer País.É mortífera em 1º lugar para os desempregados que, deixando de receber salários, sentem-se profissionalmente inúteis, financeiramente dependentes, psicologicamente derrotados e socialmente marginalizados.
É mortífera em 2º lugar para o Estado, pois este tem que suportar os encargos com os subsídios de desemprego e, por outro lado, a inactividade destes trabalhadores não permite que o mesmo Estado arrecade os mais diversos impostos – IRS, IVA, IMI, bem como as contribuições e quotizações para a Segurança Social. Esta quebra na arrecadação de impostos agrava, por sua vez, as contas públicas.
É mortífera em 3º lugar para a economia, pois diminuindo o poder de compra de centenas de milhares de portugueses, o mercado interno retrai-se, as empresas não conseguem escoar os seus produtos, as dificuldades financeiras arrastam milhares de empresas para a falência e gera-se, novamente, mais desemprego.
Estamos, por isso, com um problema social que urge resolver com frontalidade, com coragem e, sobretudo, com esperança.
Duarte Brandão